quinta-feira, 6 de março de 2014

EVARISTO TORQUATO "ETERNIZADO"


Agora eternizado o Sr. Evaristo Torquato da Silva.
Sr. Evaristo Torquato, Mestre de Folia de Reis.
79 anos de folia catira e tradição cultural Evaristo Torquato mestre de folia de reis “Uberaba MG”
A Folia de Reis Sagrado Nascimento de Uberaba Minas Gerais, tem no mestre de folia Evaristo Torquato de 79 anos e 54 de folia, o guardião da tradição da manifestação genuína da folia, pois começou aos cinco anos e até hoje é continuada pelos seus descendentes, se tornado um ícone da cultura popular na sua região e no país neste seguimento.
Seu Evaristo recebeu o premio de mestre de Folia de Reis do ministério da cultura oferecido ao projeto da pesquisadora de Danças Brasileiras Caroline de Miranda, Seu Evaristo com uma vitalidade impar onde comandava o grupo “Sagrado Nascimento”composto por 12 pessoas transmitindo todo o conhecimento acumulado em quase um século de experiência na realização da folia, onde garantiu sua continuidade.
Nascido em Formiga MG, seu Evaristo, aos vinte anos mudou-se para Uberaba viúvo de Dona Hilda Amaral, dois filhos e nove netos, dos quais Wosley o neto que se tornou seu companheiro na jornada para preservar e dar continuidade a tradição da folia e da catira, promovendo e cultivando a genuína cultura deste nosso pais.
Foram grandes acontecimentos onde participamos e criamos a todo o momento neste espaço em que vivemos e tivemos o privilégio de ter o Sr. Evaristo Torquato, além da escola de música que considero ser uma folia de reis, surgiu o grupo de violeiros intitulado Orquestra de violeiros Dom Divino. As figuras ilustram toda uma vida dedicada e resultado de uma devoção a causa da preservação e perpetuação de nossa manifestação popular.
Um grupo de violeiros deu forma a intitulado humildemente Orquestra de violeiros Dom Divino, os integrantes deste grupo foi formado com a intenção de manter com a musica as raízes sertaneja com ênfase na viola caipira.
 Bem atuante no momento também temos o grupo de catira Tradição de Minas, que também tem um papel de cultivar verdadeiros valores da família, sabemos que trabalhar em grupo é uma convivência as vezes desafiadora e a catira tem como meta principal fazer com que aconteças as vezes até involuntariamente essa união entre as famílias. http://www.efdeportes.com/efd139/o-povo-brasileiro-e-a-catira.htm
Muitos nem sabem o que é catira, popularmente é conhecida como uma troca de objetos e que na realidade é isso mesmo, só que na catira dança se faz uma troca sim mas de conhecimentos por intermédio de gestos, ações, olhares que resulta em uma fabulosa e emocionante arte, "A CATIRA" . 
 O grupo de catira Tradição de minas se faz presente em eventos para que se possa levar transmitir nossa cultura aos povos que a desconhecem.
É gratificante ter um grupo repassando os conhecimentos de nossos mestres. A catira é cativante e instrutiva além de ser considerada por estudiosos da educação física ser de benefício diversos tanto psicológicos quanto físico e educativo.
Grandes valores são obtidos no exercício da catira. O social é grande trunfo que muitos desconhecem. http://www.efdeportes.com/efd132/dancar-faz-bem-e-a-catira-tambem.htm
São grandes os feitos desta manifestação cultural como sócio educacional para o indivíduo que a pratica.
http://www.efdeportes.com/efd125/catira-uma-tradicao-cultural-na-perspectiva-do-entretenimento.htm



sábado, 23 de novembro de 2013

Amigo Articulista.




ARTICULISTAS
João Eurípedes Sabino - 22/11/2013
Atrás de uma bola...

“ATRÁS DE UMA BOLA, VEM SEMPRE UMA CRIANÇA.” Alguém disse esta frase e nunca nos esquecemos dela quando o quadro acontece.

Belo entardecer de um domingo; sigo de carro numa avenida em velocidade compatível com filas de veículos indo e vindo. De repente sou obrigado a parar na própria faixa de tráfego. O único sinal que pude acionar foram as luzes de freio do meu veículo. Atendi ao Art. 42 do Código de Trânsito Brasileiro.

Olhando no retrovisor, constatei que atrás vinha um belo e suntuoso importado. Ao me ver parado, o seu condutor entra pela direita, para bruscamente e solta um brado, para não dizer “berro”: - Ô CARA, VOCÊ FICOU LOUCO? “CÊ” ME PARA NUM LUGAR DESSE! QUER MORRER?

- Não, amigo - lhe respondi. É que à nossa frente cruzou uma bola e atrás dela vem correndo uma criança, você viu?

Silêncio sepulcral...

Com os filhos dentro do carro e a esposa ao lado, aquele motorista apoiou os cotovelos no volante, baixou a cabeça e expressou-me o mais triste olhar. Ficou mudo e me reconheceu. Não precisou dizer nada. Captei o seu pedido de perdão mesclado com o arrependimento e a decepção consigo mesmo, já que somos amigos há quatro décadas.

Tudo ocorreu em fração de minuto.

Os pais do menino, atônitos, retiraram-no ileso da pista junto com a sua bola. Voltei-me ao amigo: - Tá desculpado, doutor (........), e parti.

Até agora estou inculcado. Aquele belo utilitário japonês continuou estático na pista, enquanto pude vê-lo pelo retrovisor. Será que o condutor, um respeitável profissional liberal, fora pego de surpresa? A família lhe fez alguma cobrança?

De uma coisa eu tenho absoluta certeza; os pensamentos - deficiências psicológicas - que o incitaram a agir daquela forma, no momento exato, fugiram, deixando-o “falando sozinho”. Tiraram-lhe o argumento, já que os fatos falaram mais alto. Trânsito é isso, mas não deveria ser.

Eu, apesar de estar num carro nacional, saí dali em absoluta paz, pois mereci um momento de ímpar grandeza. Experimentei a felicidade por ter evitado talvez a morte de uma criança.

 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Momento

O momento não se determina, mas podemos escolher após ter sido registrado.

Nesta foto temos o momento exato quando um grupo de dança tradicional (CATIRA) executa uma coreografia onde parecem desafiar a gravidade em sincronia.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

“A abordagem do assunto “catira” é de uma gama espetacular, a cada região uma expressão cultural define seus meios de entendimento.    Uma coisa é certa a cultura tem em comum a perpetuação de suas tradições”

 Wosley Torquato

Crixás é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população estimada em 2007 era de 14.547 habitantes. Sua economia é baseada na agropecuária e na extração de minerios, dos quais se destaca o ouro.

A colonização de Crixás, região compreendida entre os rios Crixás-Açu e Crixás-Mirim, iniciou-se com a passagem da bandeira chefiada por Bartolomeu Bueno, filho do Anhangüera, em 1726, quando ali se descobriram ricas minas de ouro.

A região era habitada pelos índios "Kirirás" ou Curuchás, cuja tradução do tupi crixás deu origem à denominação dos dois grandes rios e da povoação nascente.

A fundação do povoado é atribuída ao bandeirante Manoel Rodrigues Tomás, companheiro de Bartolomeu, no período de 1726 a 1734, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição, mais tarde Crixás. Segundo outra corrente histórica, foi o sertanista Domingos Pires o fundador da povoação de Crixás, em 1734, elevada a "arraial" em 1740.

Em janeiro de 1755, o arraial de Crixás foi elevado a paróquia, condição em que permaneceu por quase dois séculos, tornando-se sede da vila transferida de Pilar, a cujo distrito pertencia.

FOLIA E CATIRA DE CRIXÁS – Tradição preservada*

                                         
*Por: Sinvaline Uruaçu, GO

A cidade de Crixás, antigo Arraial de Nossa Senhora da Conceição está localizada na Região Norte de Goiás, no Vale do Araguaia, ficando distante de Goiânia 320 Km e 354 Km de Brasília.       Crixás teve seus dias de glória na época da mineração e por isso possui várias igrejas católicas como a de São Gonçalo, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Conceição e outras.          A Festa do Divino Espírito Santo acontece no mês de junho é uma manifestação da cultura popular que o grupo coordenado pelo sr. Joaquim Maciel de Lima faz questão de preservar e para isso tem o apoio da prelazia local, o que não é comum nas outras cidades do interior de Goiás.

No VIII Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros esse grupo fez uma participação especial juntamente com outros de várias regiões do Brasil. O grupo de Crixás é formado por 22 pessoas que fazem questão de manter viva essa tradição. Seu Manoel Dias (68) um dos integrantes diz:
- Nóis ta ficando pouco, os mestre vão morrendo, então nois tem que ensina as criança pra brinca com nois! Pois isso cumeçou desde a época dos bandeirante, num pode acabar!

          Fala exibindo um pandeiro feito com cipó de leite, tampinhas de garrafas ou pedaços de zinco e o fundo de plástico de garrafa PET, de sua criação.
Sebastião Dias (54), acredita que a catira é de origem das rodas de boiadeiros que compravam e vendiam gado ou seja, catiravam a mercadoria.

- Catira é o jeito de trocar um animal pelo outro, então os boiadeiro viajava a cavalo fazeno isso. A noite em redor de uma fogueira eles dançava e ficou a dança com o nome de catira.
O grupo tem outros ritmos além da música da folia e da catira: o batuque de chegada, o ponteado, a avadeira, curraleira e outros.




 
 

          Sr. Joaquim Maciel de Lima (78) ex-prefeito de Crixás e líder do grupo sabe que essa tradição é importante, existe há mais de 200 anos, inclusive em sua família, que é pioneira local.  Considera muito importante a preservação dessas manifestações e por isso está à frente do grupo ensinando crianças e envolvendo toda a comunidade.     Seu Joaquim Maciel com muito respeito cita milagres presenciados nesses anos como a cura de um neto seu e o caso de uma professora que sofreu um acidente e ficou na cadeira de rodas e relata:      
    - No dia da folia passar pela sua casa como é o costume de passar nas casas, a enfermeira se preparava para levar a cadeira pra ela ir até à porta para receber a Folia.     

Quando voltou com a cadeira, a professora já estava de pé na porta esperando a bandeira.   Todos presenciaram esse milagre!
No VIII Encontro de Culturas Crixás se juntou à outros grupos formando uma grande festa.    Donas de casa, lavradores, crianças, enfim todos mostrando suas raízes, que são artistas e sobretudo como é importante a preservação das manifestações culturais brasileiras.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crix%C3%A1s

http://crixasgoias.blogspot.com/2008/08/folia-e-catira-de-crixs-tradio.html

sábado, 23 de julho de 2011

AMIGOS PARA SEMPRE

 
Foi num encontro de folia aqui em Brasília que tive o privilegio de conhecer esta pessoa maravilhosa Sr Evaristo Torquato, que num breve instante travamos uma das mais interessantes conversas sobre a tradição cultural da folia de reis, aprendi muito.
uma pessoa amável e de um profundo conhecimento, uma capacidade sem tamanho de transmitir sua fé e devoção nos Santos Reis levada com estrema humildade comum aos que muito sabem.
foi se o homem ficou o legado, mais de 80 anos sempre dedicados a preservação da cultura popular Evaristo Torquanto eterno brilho da estrela guia!
aqui o nosso muito obrigado por sua estrema dedicação ao seu povo e sua fé!
Peninha